Fake news corroem a democracia e IA acelera o colapso informacional
Relatório de Riscos Globais 2026 coloca fake news, cibersegurança e impactos da inteligência artificial no centro das preocupações globais, com reflexos diretos na soberania digital dos países
O Relatório de Riscos Globais 2026, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial, aponta a desinformação e a disseminação de informações falsas como o segundo maior risco global no curto prazo, mantendo-se entre os quatro principais riscos no horizonte de dez anos. O dado reforça o caráter estrutural e persistente desse fenômeno, com impactos duradouros sobre instituições, mercados e processos sociais.
A insegurança cibernética também segue como um risco relevante: figura entre os seis principais riscos globais no curto prazo e permanece entre os oito maiores no horizonte de dez anos, evidenciando a continuidade das ameaças digitais a governos, empresas e à sociedade como um todo. Já os impactos adversos da inteligência artificial aparecem entre os cinco maiores riscos globais no longo prazo, sinalizando preocupações crescentes com os efeitos dessas tecnologias em escala global.
Para Rony Vainzof, especialista em direito digital e sócio do VLK Advogados, o cenário exige uma leitura estratégica e integrada dos riscos emergentes. “Vivemos hoje um dos momentos mais tensos do cenário geopolítico contemporâneo, e a cibersegurança passa a ocupar um papel absolutamente central nesse contexto. Ela deixa de ser apenas uma questão técnica e passa a ser um elemento estratégico de soberania digital dos países. Os riscos cibernéticos afetam diretamente a capacidade dos Estados de proteger dados, infraestruturas críticas e a própria estabilidade institucional”, afirma.
Segundo Vainzof, a desinformação amplia esse cenário de instabilidade global. “Ao mesmo tempo, estamos diante de uma verdadeira guerra de narrativas, intensificada pela desinformação e pelo uso crescente de deepfakes. Diferenciar o que é verdade e o que é manipulação se torna cada vez mais complexo, com impactos diretos sobre a democracia, os mercados e a confiança social.”
O especialista também chama atenção para os desafios trazidos pela Inteligência Artificial. “Nesse cenário, a Inteligência Artificial surge como vetor de oportunidades, mas também de riscos relevantes. O debate sobre governança de IA é inevitável. É fundamental estabelecer estruturas robustas para mitigar vieses discriminatórios já existentes na sociedade e garantir que o ser humano mantenha controle efetivo sobre sistemas de IA, especialmente diante da evolução dos agentes autônomos.”
No Brasil, a discussão assume caráter estratégico. “O país entra em um momento decisivo de debate sobre governança e marcos regulatórios de Inteligência Artificial. A pauta deve avançar com mais intensidade neste primeiro semestre e será determinante para posicionar o Brasil de forma competitiva, segura e soberana no cenário global”, conclui.
Sobre Rony Vainzof
Rony Vainzof, advogado e professor especializado em Direito Digital, Proteção de Dados e Segurança Cibernética, é sócio-fundador do VLK Advogados. Atualmente, integra como conselheiro titular o Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade (CNPD) e o Comitê Nacional de Cibersegurança (CNCiber), representando o setor empresarial.
Também atua como diretor-adjunto do Departamento de Defesa e Segurança da FIESP, onde coordena o Grupo de Trabalho de Segurança e Defesa Cibernética. Além disso, é consultor em Proteção de Dados da Fecomercio/SP e secretário-executivo do Fórum Empresarial da LGPD.
Sobre o VLK – Direito, Tecnologia e Inovação
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VLK é um escritório especializado em Direito Digital, que tem como sócios os advogados Rony Vainzof, Caio Lima e Gisele Karassawa.
O VLK entende o Direito como um dos melhores instrumentos existentes para impulsionar a inovação tecnológica, o sucesso dos negócios e uma sociedade mais próspera e justa, pela segurança jurídica que ele gera.
Os advogados falam sobre Governança Ética e Proteção de Dados; Segurança Cibernética e Resposta a Incidentes; Inteligência Artificial Responsável; Economia Criativa e Propriedade Intelectual; Legal Design e Visual Law e Contencioso Estratégico em Direito Digital e Proteção de Dados; Propriedade Intelectual, Legal Marketing, Inovação.
Rony Vainzof é advogado e professor especializado em Direito Digital, Proteção de Dados e Segurança Cibernética. Conselheiro Titular do Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade (CNPD) e do Comitê Nacional de Cibersegurança (CNCiber), representando o setor empresarial. Consultor em Proteção de Dados da Fecomercio/SP. Coordenador dos livros “Inteligência Artificial – Sociedade, Economia e Estado”, “Legal Innovation – O Direito do Futuro. O Futuro do Direito” e “Data Protection Officer (Encarregado)”. Mestre em Soluções Alternativas de Controvérsias Empresariais pela Escola Paulista de Direito (EPD).

Caio Lima é advogado e professor. Atua com Direito Digital e Proteção de Dados há 15 anos e tem larga experiência com trabalhos consultivos envolvendo Governança de Dados Pessoais, Segurança Cibernética e Inovação. Atuou na prática com centenas de incidentes de segurança cibernética. Mestre em Processo Civil pela PUC-SP.
Gisele Karassawa é advogada e publicitária. Tem experiência em departamentos jurídicos corporativos de grandes empresas do setor de comunicação e financeiro, bem como em escritórios de Direito Digital e Proteção de Dados. Atuação há 20 anos em Propriedade Intelectual, Legal Marketing, Inovação, Direito Digital e Privacidade. Professora convidada de cursos de pós-graduação lato sensu.
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